A importância da certificação em luminárias LED para a iluminação pública no Brasil

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A importância da certificação em luminárias LED para a iluminação pública no Brasil

Nos últimos anos, o Brasil tem passado por um processo de modernização em sua infraestrutura elétrica, especialmente no que se refere à iluminação pública. A substituição das antigas lâmpadas de vapor de sódio ou mercúrio pelas luminárias de LED é uma tendência que já se consolidou em diversas cidades, trazendo consigo promessas de eficiência energética, maior durabilidade e redução de custos de manutenção.

Entretanto, esse avanço tecnológico também traz desafios. Se, por um lado, o LED representa economia e modernidade, por outro, a entrada de produtos não certificados e de baixa qualidade ameaça comprometer a confiabilidade do sistema e aumentar custos a longo prazo.

O cenário da iluminação pública no Brasil

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estima que o investimento necessário para a completa transição do parque de iluminação pública brasileiro para a tecnologia LED seja da ordem de R$ 22 bilhões. Esse número mostra o tamanho do desafio: milhões de pontos de luz espalhados por ruas, avenidas e estradas precisam ser modernizados.

A tecnologia LED, de fato, oferece inúmeras vantagens:

  • Eficiência energética: consome até 50% menos energia em comparação às lâmpadas tradicionais.
  • Durabilidade: vida útil média de até 50 mil horas, reduzindo custos de substituição.
  • Controle inteligente: possibilidade de integração com sistemas de automação, regulagem de intensidade e monitoramento remoto.
  • Sustentabilidade: menor impacto ambiental por não utilizar mercúrio nem gases nocivos.

Porém, esses benefícios só se concretizam quando os produtos utilizados são de qualidade comprovada e devidamente certificados.

O risco dos produtos sem certificação

A legislação brasileira é clara: a Portaria Inmetro nº 62/2022 estabelece que todas as luminárias de LED para iluminação pública devem passar por certificação compulsória, ou seja, só podem ser comercializadas no país após aprovação em testes laboratoriais que comprovem sua conformidade.

O selo do Inmetro é garantia de que o produto atende padrões de segurança, eficiência e durabilidade. No entanto, a prática mostra que muitos importadores e distribuidores ignoram essa obrigatoriedade.

Dados do setor apontam que uma grande parte das luminárias de LED vendidas no Brasil é importada da China. E, infelizmente, nem todos esses produtos chegam com certificação válida. Isso gera um problema grave: luminárias piratas ou de baixa qualidade acabam sendo utilizadas até mesmo em obras públicas.

O resultado? Ruas piscando como pisca-piscas de Natal, equipamentos queimando antes do tempo e, no fim das contas, um custo muito maior para os municípios e para os contribuintes.

A atuação da Receita Federal: Operação Lúmen

Para tentar coibir esse problema, a Receita Federal do Brasil deflagrou, em 2017, a chamada Operação Lúmen, com foco na repressão às importações irregulares de lâmpadas e luminárias LED.

Entre os resultados da operação, que se estendeu até 2024, estão:

  • Mais de R$ 81 milhões em multas aplicadas a importadores ilegais;
  • Mercadorias avaliadas em mais de R$ 23 milhões apreendidas;
  • Desarticulação de redes de importação paralela de produtos sem conformidade técnica.

Apesar disso, ainda é comum encontrar luminárias sem certificação à venda em diferentes regiões do Brasil. Muitas vezes, esses produtos acabam instalados em postes de iluminação pública, comprometendo todo o investimento em modernização.

O custo oculto da má qualidade

Um dos argumentos mais usados a favor da substituição das lâmpadas tradicionais por LED é a economia. No entanto, quando os produtos instalados não possuem certificação ou são de baixa qualidade, essa economia desaparece rapidamente.

Isso ocorre porque:

  • Falhas prematuras: luminárias queimam antes do tempo previsto.
  • Manutenção duplicada ou triplicada: necessidade de substituição constante.
  • Mão de obra adicional: aumento nos custos de equipes de manutenção.
  • Insegurança: falhas de iluminação em rodovias e ruas aumentam riscos de acidentes e insegurança urbana.

Ou seja, aquilo que deveria trazer redução de gastos acaba se tornando um fator de aumento de despesas.

Por que a certificação é indispensável?

Adquirir luminárias e lâmpadas certificadas não é apenas uma questão de cumprir a lei, mas sim de garantir que o investimento em iluminação pública seja de fato sustentável.

A certificação garante que:

  • O produto passou por testes rigorosos de qualidade e durabilidade;
  • O consumo de energia está dentro dos padrões prometidos;
  • A instalação não representa risco de segurança elétrica;
  • A vida útil é compatível com o investimento realizado.

Para gestores públicos, eletricistas e engenheiros, exigir o selo Inmetro é um passo essencial para assegurar que os recursos aplicados na iluminação pública tragam benefícios reais à população.

Aplicações e impactos sociais

A iluminação pública vai além de questões técnicas. Ela impacta diretamente na qualidade de vida da população, trazendo:

  • Mais segurança para pedestres e motoristas;
  • Redução de criminalidade em áreas bem iluminadas;
  • Melhoria da mobilidade urbana;
  • Valorização de espaços públicos;
  • Incentivo à economia noturna (bares, restaurantes, comércio).

Portanto, quando luminárias de baixa qualidade são instaladas, não estamos falando apenas de desperdício de dinheiro público, mas também de impacto social negativo.

O papel da Klyfe Electric nesse cenário

Na Klyfe Electric, defendemos o uso de materiais certificados e soluções elétricas que atendam às normas técnicas brasileiras.
Seja em projetos residenciais, industriais ou de iluminação pública, trabalhamos sempre com foco em:

  • Segurança;
  • Confiabilidade;
  • Eficiência energética;
  • Soluções duradouras e sustentáveis.

Acreditamos que energia elétrica é coisa séria, e por isso reforçamos a importância de sempre verificar se o produto adquirido possui o selo do Inmetro.

Conclusão

A transição para a iluminação pública em LED é um passo fundamental para o Brasil, mas só será eficaz se acompanhada de rigor na fiscalização e exigência de certificação.
Produtos sem selo de qualidade podem transformar uma solução econômica em um problema custoso e perigoso.

Quando você observar uma luminária piscando no poste da sua rua, lembre-se: aquele defeito pode significar que a sua cidade investiu em um produto sem certificação — e quem paga a conta é toda a sociedade.

Portanto, a mensagem é clara: exigir certificação é investir em qualidade, economia e segurança.

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