Vácuo de liderança nos EUA e oportunidade para o Brasil em energia limpa
O presidente Donald Trump voltou a defender o carvão e a criticar fontes limpas, reacendendo dúvidas sobre o compromisso dos EUA com a transição energética.
Como maior economia do mundo, o recuo americano gera incertezas globais, reduz investimentos e desorganiza cadeias de suprimento.
Apesar disso, Europa, Ásia e África seguem avançando em energias renováveis, mostrando que a tendência mundial permanece forte.
O Brasil tem condições únicas para se destacar:
85% da matriz elétrica já é renovável;
10,85 GW adicionados em 2024, sendo 91% limpos;
5º lugar em capacidade solar e 6º em geração solar;
Avanço da energia eólica e projetos offshore;
Investimentos de até US$ 30 bilhões em hidrogênio verde.
Para assumir esse protagonismo, o país precisa de políticas públicas consistentes, estabilidade regulatória e coerência no discurso político.
Enquanto os EUA olham para trás, o Brasil pode se posicionar como potência verde, atraindo investimentos, gerando empregos e liderando a transição energética global.